terça-feira, 3 de setembro de 2019

Evento: Racismo e Antirracismo na Educação

Evento: Racismo e Antirracismo na Educação


Participação na Reunião do Plano Diretor do Munícipio


Participação na Reunião do Plano Diretor do Munícipio

A comunidade riograndina foi convidada para discutir o Plano Diretor do Município para os próximos 10 anos (2020/2030). O Ponto de Cultura Boneca Africana Rana estava presente para dar a sua contribuição, apresentando propostas voltadas aos interesses e direitos da população negra.



















Implementação da Lei 10.639/03 na EEEM Silva Gama


Implementação da Lei 10.639/03 na EEEM Silva Gama

Aula de Filosofia - Implementação da Lei 11.645/2008

EEEM Silva Gama - Aula de Filosofia - Implementação da Lei 11.645/2008
As aulas de Filosofia na EEEM Silva da Gama, ministradas pela Profª Ingrid Costa sempre vem com um viés da diversidade. Nesta aula, após trazer para dentro da sala de aula a reflexão sobre a história e cultura indígena, realizamos uma oficina de arco e flecha com a participação do Pibidiano e acadêmico Jonas (Ed Física/FURG).

domingo, 28 de abril de 2019

Uma Sereia Negra

Essa é a Sereia Negra! 

Modelo Rillary Louise O. Santos do Nascimento 

                  Instagran: @rillarylouis


Miss Brasil Teeneger Best Elegance 2015.





Maquiagem: Gabriela Marinho
 (O Instagram do studio é: @gabrielamarinho.makeup).

O PBAR vai contar a história dessa bela jovem paranaense que descobriu em si a beleza da cultura negra.


Entrevista realizada em 28 de janeiro de 2019 - Paranaguá/PR.

PBAR: Como você iniciou a sua carreira como modelo? 

Modelo Rillary: Bom, comecei fazendo curso de modelo e manequim e então a partir daí entrei em concursos de Miss, concorri nesses concursos por 2 anos e nesse tempo conquistei 9 títulos, tanto na minha cidade quanto no Estado e tive uma participação no Miss Brasil Teeneger e ganhei o título de Miss Teeneger Brasil Best Elegance 2015.

PBAR: Por que você parou de modelar e desfilar?

Modelo Rillary: Encerrei minhas participações por motivo de estudos, agora com duas faculdades (Biomedicina e Biologia)  não consigo conciliar meus horários para continuar participando dos eventos.

PBAR: Como surgiu a ideia desse personagem "Sereia Negra"?

Modelo Rillary: Como estou de férias, a Gabi (maquiadora) que me maquiou "a sereia", teve essa ideia e eu logo de cara aceitei.

PBAR: Quem é a Gabi? 

Modelo Rillary: Eu e a Gabi nos conhecemos no vôlei o qual joguei por 5 anos e também participei de competições por todo o Estado. Como o carnaval está chegando e o povo gosta das makes artísticas, a Gabi maquiadora foi atrás de inspirações pra maquiar modelos. Viu que grande parte das modelos eram padronizadas, loiras, olhos claros, então pensou, por que não inovar e maquiar a pele negra? Foi a chance que tivemos de sair do padrão mitológico e até mesmo estético aos quais ligam sereias à pele clara, então, Gabi estudou combinações para que a sereia negra pudesse ser real e me convidou para ser a sua modelo.

PBAR: Como você lida com esse tema "beleza"?

Modelo Rillary: Como nem tudo são flores, quando criança passei por vários problemas, tantos físicos, quanto emocionais. Aos 9 anos comecei a ter problemas de saúde, anemia e colesterol alto, nesse tempo eu engordei bastante e sofria muito por ser criança e ter que usar roupas adultas. Sofri muito bullyng, não só por ser gordinha mas também por ser negra e ter cabelos cacheados/crespos. Com 11 anos minha avó (Conceição Oliveira Santos) falece e tudo isso se tornou uma bola de neve, passei a sofrer de bulimia, não conseguia comer e o pouco que comia eu não conseguia manter em meu organismo. Emagreci 11 kg em menos de 2 meses. E no meio desse processo eu alisei meu cabelo. Com  ingresso no curso de modelo, tudo começou a mudar, fui a São Paulo em 2015 fazer alguns testes para agências de lá, a raiz do meu cabelo já estava uns 3 meses no natural mas ainda não tinha decidido passar pela transição. Nesse dia, em São Paulo, um avaliador de uma agência me analisou e disse que me aceitaria lá no ano seguinte, porém ele me queria lá com os cabelos naturais.
Foi aí que comecei a transição capilar. O que aquele homem disse pra mim naquele dia, me fez ver que eu deveria me aceitar como sou, pois eu tinha mudado quem eu era porque a sociedade achava que aquilo não era bonito, eu não estava prestando atenção no que eu achava de mim e o que me fazia realmente feliz. O processo foi longo e em 2016 cortei meu cabelo bem curtinho e assumi o meu black. A partir daí, tudo tem acontecido como uma maravilha, lutas vão e vem e nós nunca seremos bons o suficiente para os outros, mas devemos olhar para nós mesmos e ver se somos suficientes para nós mesmos, todos temos uma beleza, todos temos algo de bonito independente do que os outros achem. Hoje curso Biomedicina da universidade positivo de Curitiba e Ciências biológicas na Unespar em Paranaguá. Estou completamente realizada comigo e com o que faço, me encontrei como pessoa e como profissional. E é claro, não podemos esquecer que temos um Deus que nos ajuda em tudo e que nos guia e guarda constantemente e os nossos familiares que nos amam e lutam nossas guerras junto conosco e sou muito grata por Deus ter me colocado nessa família maravilhosa que tem homens e mulheres negras/negros de fibra que lutam pelos seus ideais e direitos e me ensinaram a ser o que sou hoje.

PBAR: Rillary, o Ponto de Cultura Boneca Africana Rana agradece tua gentileza em nos dar essa entrevista, pois muitas jovens, principalmente meninas negras, poderão ler seu depoimento e se identificarem com sua história de superação e isso poderá ajudá-las a passar por suas experiências com mais força, porque é desta forma, unidas, que superaremos os obstáculos que enfrentamos nessa sociedade tão excludente. Ficamos felizes em saber que em breve teremos mais uma jovem biomédica e bióloga negra ocupando espaços que dificilmente nos vemos lá. E também muito orgulhosos por você representar a nossa Beleza Negra, mostrando a "nossa cara" nos concursos de beleza do Brasil. Sucesso na tua caminhada.


Sereia Negra

Sereia Negra


Maquiagem e fotos: Maquiadora Gabriela Marinho
Modelo: Rillary Louise O. Santos do Nascimento

quarta-feira, 17 de abril de 2019

O Projeto Boneca Africana Rana apoiando o Novembro Negro no município do Rio Grande/RS.

Novembro Negro discutirá políticas públicas para a população negra e combate ao racismo

A abertura oficial do “Novembro Negro” da Prefeitura deste ano acontecerá no próximo dia 10 de novembro, às 19h30, no Salão Nobre da Prefeitura. Este ano o calendário de atividades está sendo realizado através de uma ação intersecretarias, envolvendo as Secretarias de Educação (SMEd), da Cultura (SeCult), do Turismo (SMTel), da Saúde (SMS), de Cidadania e Assistência Social (SMCAs), de Serviços Urbanos (SMCSU) e Desenvolvimento Primário (SMDP).
“A precursora da realização do Novembro Negro em Rio Grande foi a direção da Escola Viva, através da diretora da instituição Maria de Lourdes Scouto e do professor Marcelo Studinski, em 2014. A partir daquele ano a programação vem tomando cada vez mais forma e envolvendo novos parceiros”, explicou a assessora pedagógicas das Relações Étnico Raciais da SMEd, Ingrid Oliveira Santos Costa, que é também membro do COMDESCON.
Na programação desta edição estão inclusas atividades como o Quitanda Cultural com a temática afro, a realização do “Praça Negra”, com oficinas turbante, consumo de plantas medicinais, rodas de conversa e shows musicais, no dia 20 de novembro.
Os três eixos trabalhados este ano pelo Novembro Negro serão: relatos de experiências, consciência negra na comunidade escolar; políticas públicas, a caminho da igualdade racial e combate ao racismo, visibilidades às lutas de raça, gênero e classe.
Durante o evento haverá o lançamento de um livro sobre a escrita feminina negra, intitulado “Perspectivas Femininas Afro-Brasileiras”, além da exposição de trabalhos nas escolas da Rede Municipal de Ensino.
“Buscamos com essa programação, acima de tudo, promover o trabalho dos rio-grandinos e rio-grandinas negros e aqueles que trabalham com a temática afro, na busca do fortalecimento do combate ao racismo”, pontuou Ingrid.
Apoiam o Novembro Negro deste ano: FURG, PROEXC/NEAB, 18ª Coordenadoria Regional de Educação, IFRS, COMDESCON, Quitanda Cultural, ONG Águas Do Sul (Projeto Boneca Africana Rana), Anhanguera e ARUTEMA.

Assessoria de Comunicação/PMRG 
Postado em: 3 de novembro de 2017

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Tranças no cabelo!

Agradecimentos  à  Tuca que sempre trança os meus cabelos, para que eu continue a contar a bela história do povo negro.

Trança africana, rastafari, rasteira, raiz, nagô, agarradinha e de carreirinha são alguns dos nomes dados as tranças que tem origem na África e são feitas junto ao couro cabeludo para embelezar os cabelos das mulheres negras e também dos homens.

Eu uso tranças há mais de 40 anos, já ouvi muitos comentários interessantes, "horripilantes" e encantadores. 

Resisti! 

Agora estão na moda! 

Fáceis  de usar!!!!






Essa é a Tuquinha que atualmente trança os  meus cabelos! Amoooooo!!!!!

Reconhecimento da Secretaria de Município da Cultura (SECULT/Rio Grande/RS)

A Secretaria de Município da Cultura do Rio Grande/RS (SECULT) publica em sua revista o trabalho desenvolvido pelo Ponto de Cultura Boneca Africana Rana. Agradecemos o reconhecimento!









terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A Fada Pretinha com sua varinha de condão!

Meus agradecimentos!!!

Imagens: Crédito Jornalista Conceição Salomão

Você já conhece um dos meus personagens? A Fada Pretinha?

Eu criei esse personagem no ano de 2018 e visitei muitas escolas do município do Rio Grande e algumas do município vizinho de São José do Norte. 

Esse personagem faz parte do trabalho que desenvolvo no Ponto de Cultura (PBAR) Projeto Biblioteca itinerante e Contação de Histórias. 

A Fada Pretinha mostra que também vive no mundo das fadas e que ela existe como as outras, uma fada negra que é difícil de ser ver, de se encontrar, mas ela existe sim, nesse mundo lúdico e de encantamento. 

Ela por si só já transmite uma mensagem positiva sobre a cultura negra onde todos nós podemos ocupar todos os espaços que quisermos. 

Quando você encontrar a Fada Pretinha, conte o seu desejo para ela, que ela fará de tudo para realizar o seu sonho com a sua varinha de condão.





 







A Fada Pretinha encantando com suas histórias em 2018!

Neste evento organizado pela SMEC, Novembro Afro 2018, no Município de São José do Norte/RS, o Ponto de Cultura se fez presente através do Personagem A FADA PRETINHA, interagindo com mais de 300 crianças das escolas municipais. Vivência incrível! Este foi o segundo ano em que a Fada Pretinha sobrevoou São José do Norte deixando seus encantos através da sua varinha de condão. 












































Fotos/Créditos: Conceição Salomão